Bloguinho da Zizi

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Palavras


As palavras de amizade e conforto 
podem ser curtas e sucintas, 
mas o seu eco é infindável.
Madre Tereza de Calcutá

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Espalhe perfume pelo ar......

Este selinho chega diretamente do Blog da Denise - Tecendo Ideias 

Não tem regra nenhuma, apenas a de oferecê-lo aos seus amigos, reconhecendo-lhes o perfume, o carisma, a bondade, o humor, o SER MARAVILHOSO QUE É - como estou fazendo.(palavras da Denise)


sábado, 25 de setembro de 2010

A lenda dos 7 pecados capitais

Sofia, como fazia todos os dias, voltava para casa após um dia estressante de trabalho, mente divagando entre vários pensamentos, mas uma conversa que ouvira entrecortada no escritório não saia de sua mente: dois de seus colegas de serviço, religiosos fanáticos, que viviam em pé de guerra, discutiam sobre os pecados capitais: gula, preguiça, luxúria… luxúria… Bem, eram sete, mas ela no momento se lembrava apenas desses. Decidiu esquecer esse assunto, já estava quase em casa, começou a procurar suas chaves.  Na porta de casa Sofia só pensava em tomar um banho e cair no sofá para descansar, mas, quando abriu a porta, ela se deparou com várias pessoas estranhas lá dentro. Sofia se assustou, mas um homem muito musculoso logo se adiantou a falar:
- Não temais Sofia, somos tão ou mais velhos que o mundo, e estamos aqui, eu e meus amigos, para que você escolha um de nós para sair definitivamente de sua vida. Eu sou a Preguiça…  
Sofia, não esperando seu interlocutor terminar indagou prontamente:
- Preguiça? Mas você não parece preguiçoso… Tem o corpo de quem malha e se esforça diariamente.
- Justamente, sou forte como um touro, e por isso mesmo peso e muito nos ombros de quem sucumbe a esse pecado.
Nesse momento, uma velha decrépita, encurvada, enrugada e de aspecto péssimo se aproximou e começou a falar:
- Eu sou a Luxúria. Destruo famílias, perverto homens, mulheres e crianças. Trago junto comigo flagelos, doenças e a morte. – E prevendo um pensamento que corria a mente de Sofia, a luxúria se transformou em uma bela e jovem mulher de formas esculturais e disse: – Não há feiúra alguma para quem sucumbe à luxúria.
Imediatamente após a luxúria acabar de falar, um mendigo com roupas rasgadas, sujas e exalando mau cheiro levantou-se do chão e disse:
- Me chamam de Ganância. Muitos caem em desgraça, matam e abandonam seus entes queridos por minha causa. Tenho essa aparência, pois quanto mais eu tenho, mais eu quero ter, quando mais rico sou, mais cobiço a riqueza.
Antes que mais algum deles se pronunciasse, levado pela curiosidade Sofia perguntou a uma linda mulher, de corpo escultural que estava sentada em um sofá:
- Quem seria você?
-  Eu sou a Gula. Muitos me imaginam gorda e feia, mas se fosse assim, seria muito fácil resistir a esse pecado. Quem sofre do meu mal nem o percebe.
Um velhinho sentado em uma poltrona lentamente se levantou e com voz calma e doce se apresentou:
- Eu sou a Ira. Alguns também me chamam de cólera, outros ainda de raiva. Tenho muitos nomes, pois sou o mais comum entre as pessoas. Sou tão velho que poderia ser considerado o avô da raça humana. Cidades e reinos inteiros foram destruídos por minha causa. Mas na maioria das vêzes tenho esse aspecto lento e tranqüilo, agindo dentro de você, lhe causando úlceras, cânceres e outras doenças mais…
Quando a Ira terminou de falar, chegou a vez de uma bela princesa, vestida de forma esplendorosa, coberta de jóias, ouro, pedras preciosas e uma bela coroa:
- Eu sou a Inveja, e ainda não tenho tudo o que quero. Habito tanto entre os ricos e entre os pobres de forma igual, pois surjo não do que se tem, mas sim do que não se tem, e pelo que é dos outros. Sou irmã da ganância, e nós duas somos madrinhas da tristeza…
Mas a Inveja não conseguiu terminar de falar, pois foi interrompida por um lindo menino que andara brincando pela casa enquanto os outros falavam:
- Venha, brinque comigo, sou o Orgulho. Só que não se engane com minha aparência, não sou puro e inocente. Posso ser tão destrutivo como os outros pecados…
Sofia estava atônita. No começo achou que aquilo poderia ser alguma brincadeira, ou até uma alucinação. Mas não, eles todos continuavam ali, esperando uma escolha dela. Poderia escolher qualquer um deles para sair de sua vida. Refletiu, pensou, ponderou todo seu conhecimento lógico para tentar descobrir qual seria a melhor escolha, mas finalmente resolveu ceder ao seu sexto sentido:
- Eu escolho o Orgulho para que saia da minha vida.
O Orgulho olhou pra ela não mais com o olhar de criança, mas sim com raiva e ódio. Levantou-se do chão e rumou-se para a porta, sendo imediatamente seguido por seus seis amigos. Esperou que todos saíssem, virou-se para Sofia e disse, agora com uma voz poderosa e imponente:
- Fizeste a escolha certa ao tirar o Orgulho de sua vida: Onde não há orgulho, não habita a Preguiça, pois os preguiçosos são aqueles que se orgulham de nada fazer para viver, não percebendo que simplesmente perdem sua vida nada fazendo.
Nesse momento Sofia estava surpresa, mas o Orgulho continuou:
- Sem Orgulho não há a Luxúria, pois os luxuriosos se orgulham de seus corpos, e se consideram merecedores de seus atos. Não há também a Ganância, pois quem se entrega a esse pecado tem orgulho das poucas migalhas que juntam na terra, não percebendo que são meros instrumentos do próprio dinheiro e posses.
O Orgulho tomou um pequeno fôlego e continuou:
- Não existe também a Gula na vida dos que não tem orgulho, pois os gulosos se orgulham de sua condição, de suas mentiras para esconder e negar sua condição, tanto pra si, quanto para os outros.
- Não há a Ira – continuou o Orgulho – pois os irados são aqueles que se orgulham de serem perfeitos e não toleram a imperfeição alheia, e por fim não há a Inveja, pois os invejosos são aqueles que tem seu orgulho ferido por toda a felicidade, sucesso dos outros…
E quando terminou o Orgulho saiu porta afora. Sofia saiu correndo atrás, pois tinha algo a perguntar, mas quando olhou para fora não havia mais nada ali, e quando se deu conta Sofia estava com a mão na maçaneta, como se ainda não tivesse entrado em casa…

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A árvore torta


Um dia, diante da velha árvore torta, um pinheiro todo vergado pelo tempo, o sábio da aldeia ofereceu a sua própria casa para aquele discípulo que “conseguisse ver o pinheiro na posição correta”.
Todos se aproximaram e ficaram pensando na possibilidade de ganhar a casa e o prestígio, mas como seria  “enxergar o pinheiro na posição correta”? O mesmo era tão torto que a pessoa candidata ao prêmio teria que ser no mínimo contorcionista.
Ninguém ganhou o prêmio e o velho sábio explicou ao povo ansioso, que ver aquela árvore em sua posição correta era “vê-la como uma árvore torta”. 
Só isso!
Nós temos em nós, esse jeito, essa mania de querer “consertar as coisas, as pessoas, e tudo mais” de acordo com a nossa visão pessoal. Quando olhamos para uma árvore torta é extremamente importante enxergá-la como árvore torta, sem querer endireitá-la, pois é assim que ela é. Se você tentar “endireitar” a velha árvore torta, ela vai rachar e morrer, por isso é fundamental aceitá-la como ela é.
Nos relacionamentos é comum um criar no outro expectativas próprias,  esperar que o outro faça aquilo que ele “sonha” e não o que o outro pode oferecer. Sofremos antecipadamente por criarmos expectativas que não estão alcance dos outros. 
Porque temos essa visão de “consertar” o que achamos errado. 
Se tentássemos enxergar as coisas como elas realmente são, muito sofrimento seria poupado.
Os pais sofreriam menos com os seus filhos, pois conhecendo-os, não colocariam expectativas que são suas, na vida dos mesmos, gerando crianças doentes, frustradas, rebeldes e até vazias.
Tente, pelo menos tente, ver as pessoas como elas realmente são, pare de imaginar como elas deveriam ser, ou tentar consertá-las da maneira que você acha melhor. O torto pode ser a melhor forma de uma árvore crescer.
Não crie mais dificuldades no seu relacionamento. Se vemos as coisas como elas são, muitos dos nossos problemas deixam de existir, sem mágoas, sem brigas, sem ressentimentos.
E para terminar, olhe para você mesmo com os “olhos de ver” e enxergue as possibilidades, as coisas que você ainda pode fazer e não fez. Pode ser que a sua árvore seja torta aos olhos das outras pessoas, mas pode ser a mais frutífera, a mais bonita, a mais perfumada da região, e isso, não depende de mais ninguém para acontecer, depende só de você.
Pense nisso!

Paulo Roberto Gaefke

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

A vida é um fim em si mesma



A vida é seu próprio propósito; 
ela não é um meio para algum fim, 
ela é um fim em si mesma.

O pássaro nas asas, 
a rosa ao vento, 
o sol surgindo na manhã, 
as estrelas na noite, 
um homem apaixonado por uma mulher, 
uma criança brincando na rua...  
não existe nenhum propósito.

Vida simplesmente
desfrutando de si mesma, 
deleitando-se nela mesma.

Energia transbordando, 
dançando, 
sem absolutamente nenhum propósito.

Osho

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A lenda do mar de Amor

Um grande amor
que sem tempo neste mundo
vivia um amor profundo
nas profundezas do mar.


Conta-se de um tempo antigo
tão antigo como o tempo
que em determinado momento
um imenso mar secou.
Diz a lenda que... por dor
ao ver um tão grande amor
que o tempo, tempo negou
Então o mar virou deserto.
e cantou esse amor ao vento
num calor abrasador
que emanava do peito
de um casal, o mais perfeito
para viver o amor.
Nas dunas soprava o vento
querendo dar alimento
a essa história de amor
e as nuvens que iam passando
uma a uma se agrupando
começavam a chorar
e nesse chorar a contar
o deserto ia guardando
a sensibilidade chorando
e começou a semear.
Um belo dia
algo especial aconteceu
despontou vida, alegria
e um oásis nasceu.
Na luxuriante vegetação
em forma de coração
um regato serpenteava
tão azul quanto era o mar
só que agora ao provar
os lábios dulcificava
benta e doce a sua água
Quando o sol
por trás das dunas
parecia querer sumir
nesse dia até parecia
ver-se o deserto a sorrir.
E ao amanhecer do dia
no seu calor abrasador
deu ao vento a conhecer
os frutos daquele amor
Correndo as dunas o vento
em súplica e chamamento
começou logo a soprar
e tanto soprou, chamou
tanto e tanto insistiu
que do regato surgiu
o casal apaixonado.
O tempo
achando-o merecedor
deu tempo ao grande amor
e um local encantado...
Hoje há quem jure ter visto
o oásis e o casal
mas o deserto, isso previsto
fez crer ser o mal do sol
Alucinação? Nem tanto assim...
o deserto, amor sem fim
a uns poucos vai mostrando
deixa-os olhar, sonhando
para que possam contar
mas o local não revelando

Não sei.
Não sei como se termina
Uma história sem fim
Mas como a pena que assina
Faz em todo parte de mim

Direi que,
já que a pena mo consente
que foram  muito felizes
enamorados p'ra sempre.

HerLânder Lobão

domingo, 12 de setembro de 2010

Quem pode?


Quem é que pode explicar
o extraordinário instinto que nos diz,
talvez após um único encontro,
que esta ou aquela pessoa em particular,
de um modo misterioso,
é importante para nós?
(Arthur Christopher Benson)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A camisa do camponês



Narra antiga lenda, que certa vez um rei adoeceu gravemente e à medida que o tempo passava seu estado piorava.

Os médicos tentaram de tudo, mas nada parecia funcionar.

Estavam a ponto de perder a esperança quando a velha criada falou:

- Eu sei uma forma de salvar o rei. Se vocês puderem encontrar um homem feliz,tirar-lhe a camisa e vesti-la no rei, ele se recuperará.

Ao ouvir tal afirmativa, o Rei enviou seus mensageiros a todos os cantos do reino a procura de um homem feliz. Eles cavalgaram por todos os lugares e não encontraram um homem feliz.

Ninguém estava satisfeito; todos tinham uma queixa a fazer.

- "Aquele alfaiate estúpido fez as calças muito curtas! 
Ouviram um homem rico dizer."

- "A comida está péssima, este cozinheiro não consegue fazer nada direito!

Outro reclamava."

- "O que há de errado com os nossos filhos? Resmungava um pai insatisfeito."

- "O teto está vazando! A situação financeira está péssima. 
Será que o Rei não pode dar um jeito nessa situação?"

Essas e outras tantas queixas eram o que os mensageiros do rei ouviram por onde passaram.

Se um homem era rico, não tinha o bastante; se não era rico, 
era culpa de alguém.

Se era saudável, havia uma sogra indesejável em sua vida.
Se tinha uma boa sogra, a gripe o estava infelicitando.

Enfim, naquele reino todos tinham algo do que reclamar.

O Rei já tinha perdido a esperança de ficar bom, quando numa noite, seu filho cavalgava pelos campos e, ao passar perto de uma cabana ouviu alguém dizer:

- Obrigado Senhor! Concluí meu trabalho diário e ajudei meu semelhante. 
Comi meu alimento, e agora posso deitar-me e dormir em paz. 
O que mais poderia desejar, Senhor?

O príncipe exultou de felicidade por ter, finalmente, encontrado um homem feliz. Retornou e mandou que seus homens fossem até lá e levassem a camisa do homem ao rei e lhe pagassem o quanto pedisse.

Mas quando os mensageiros do rei entraram na cabana para despir a camisa do homem feliz, descobriram que ele era tão pobre que sequer possuía uma camisa.

 
Autor Desconhecido

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Solidão

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Sopre as cinzas


Quem feriu você já feriu e já passou.
Lá na frente encontrará o inevitável retorno
e pelas mãos de outrem será ferido também.
A Vida se encarregará de dar-lhe o troco
e você, talvez, nem jamais fique sabendo.

O que importa de verdade é o que você sentiu
e, mais importante, é o que ainda você sente:

Mágoa? Rancor? Ressentimento? Ódio?

Você consegue perceber que esses sentimentos
foram escolhidos por você?
Somos nós que escolhemos o que sentir
diante de agressões e de ofensas.

Quem nos faz o " mal " é responsável pelo que faz,
mas NÓS somos responsáveis pelo que sentimos.
Essa responsabilidade tem a ver com o Amor que
devemos e temos que sentir por nós mesmos.

O ofensor fez o que fez e o momento passou,
mas o que ficou aí dentro de você?

Mágoa?
- Você sabia que de todas as drogas ela é a mais cancerígena?
Pela sua própria saúde, jogue-a fora.

Rancor?
- Ele é como um alimento preparado com veneno irreconhecível: dia mais, dia menos,
 você poderá contrair doenças
de cujas origens nem suspeitará.

Ressentimento?
- Pois imagine-se vivendo dentro de um ambiente
constantemente poluído, enfumaçado, repleto de
bactérias e de incontáveis tipos de vírus:
é isso que seu coração e
seus pulmões estão tentando aguentar.
Até quando você acha que eles vão resistir?

Ódio?
- Seus efeitos são paralisantes.
Seu sistema imunológico entrará em conflito
 com esse veneno que com o tempo poderá
 colocar você face a face com a morte
 e talvez muito tarde você venha a perceber
 que melhor seria ter deixado que seu agressor
 colhesse os frutos do próprio plantio.

Por seu próprio Bem e só pelo seu Bem, perdoe.

O perdão o libertará e o fará livre para ser feliz.
Silvia Schmidt

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Pensando


Nunca perca a fé na humanidade, 
pois ela é como um oceano. 
Só porque existem algumas gotas de água suja nele, 
não quer dizer que ele esteja sujo por completo.
Mahatma Ghandi