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Não te
envergonhes do tempo...
Como o vento
esculpe a pedra,
e...aguça nossa
imaginação
ao tentar
adivinhar as intenções do artista...
assim o tempo,
faz em nós.
Não desfigura,
não
desvaloriza,
não faz mal...
faz arte.
Apagar as
rugas?
Não sei não...
assim parece
que nos roubam uma preciosa jóia...
nos negando o
prazer de exibi-la...
o querer cada
ensinamento da vida bem visível.
Não nos será um
direito?
Ao contrário
das superficialidades, que nada acrescentam,
essas impressões
na pele geram um brilho,
um frescor que
jamais tivemos antes,
nos áureos dias
dos poucos anos...
uma postura
mais segura...
um ar
reflexivo...
uma novidade do
ser pensada e repensada...tranquila,
já sem pressas,
que parece fazer
bem.
Parece ter algo
importante a dizer...
Queira Deus que tenha...senão...nada importa.
E interessante seria ouvir.
Principalmente porque exprimem fora,
o que
desabrochou dentro...
e que seja
belo!
Não é um murchar da doce e tenra rosa.
É uma categoria nova...
um evoluir da
macia pétala...
Algo que dribla o óbvio.
E ressurge
diferente...
É um jeito novo de ser mulher.
Muito mulher!
Jeito corajoso.
Jeito
revolucionário.
Beleza sem tempo.
Beleza forte.
Inesquecível...
Há algo frágil no fugir da realidade...algo desconcertado dentro.
Que salta fora
em repuxos delirantes.
Mansidão mulher...equilíbrio...
Grande cosmético!
Quantos anos tem uma mulher que se aceita?
Que se gosta?
Meu Deus...
creio que tem a
idade das estrelas...
de tudo que
eternamente encanta.
Gi Stadnicki